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IMPASSE: COMPANHIA NÃO APRESENTA NOVA PROPOSTA

13/11/2017
Publicado em Notícias | Comentar

Até o fechamento desta edição a empresa não havia apresentado nova proposta, instalando um impasse nas negociações que antes avançavam.

Reunião na Sede da ELETROBRAS (Holding), indica que ela espera nova concessão dos trabalhadores sem ela própria avançar.

As negociações que caminhavam enfrentam sua primeira frustração: e a iniciativa de criar o impasse é da parte patronal; ao invés de melhorar sua proposta na direção do acordo de pagamento assegurando, por exemplo, que assumiria todos encargos que incidem sobre os créditos devidos aos trabalhadores e trabalhadoras, a Holding preferiu ficar na mesma.

A ASSEMBLEIA dessa terça, 14, fica mantida no Edifício Sede, às 9h, e deve resultar numa grande mobilização que defina caminhos de luta, nossas estratégias e uma resposta ao impasse.

PRIVATIZAÇÃO & BRESSER

Um Decreto da Presidência da República e uma Resolução do CPPI agitam os bastidores das conversas envolvendo o Bresser.

Tratam-se de publicações muito recentes. O Decreto da Presidência da República é o nº 9.192, de 06/11/2017 (!). Dois dias depois o CPPI (Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos, também ligado à Presidência da República) institui a Resolução nº 20 de 08/11/2017. Na verdade, ambas as normas são parte de um esforço do governo que aí está para privatizar todo patrimônio nacional, inclusive a Setor Elétrico. Vê-se uma investida para vender estatais por valores simbólicos, um presente à iniciativa privada e um crime contra o povo.

No que diz respeito ao Bresser, a Resolução faz uma referência expressa ao nosso processo, pois condiciona a publicação do Edital de privatização à obtenção de um acordo de pagamento do processo trabalhista em questão (artigo 20). A notícia da resolução causou certa euforia entre grupos de redes sociais, conversas e abordagens junto ao Sindicato e AAPC, pois se entendia que esse condicionamento favoreceria um melhor acordo de pagamento, uma vez que a venda da CEAL só avançaria pós resolver o Bresser.

No entanto, o Decreto da Presidência parece ter preparado um banho de água fria com efeito retardado, pois previu, antes da Resolução, hipóteses em que se possa fazer a licitação apenas da concessão, deixando o destino da liquidação para CEAL, o que seria inédito no Brasil, além de se constituir em uma ameaça.

Próximos capítulos bem quentes dessa longa novela se aproximam.

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