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AGE EM BRASÍLIA DECIDE SOBRE PRIVATIZAÇÃO DA CEAL E TRABALHADORES REALIZAM PARALISAÇÃO EM TODO O ESTADO

07/02/2018
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PARALISAÇÃO CEAL 08 FEV 18

Os/a trabalhadores/a da Eletrobras Distribuição Alagoas (CEAL) realizam uma paralisação de protesto nesta quinta-feira dia 08 de fevereiro, a partir das 08hs da manhã, quando haverá, em Brasília, uma Assembleia Geral Extraordinária – AGE, dos acionistas da empresa. Essa AGE terá na pauta a escolha entre a privatização ou a liquidação das distribuidoras do grupo Eletrobras. Ou seja, os acionistas deverão escolher qual o destino das distribuidoras de Alagoas, Acre, Rondônia, Amazonas, Roraima e Piauí. Decidirão se essas empresas serão vendidas ou se serão simplesmente liquidadas, ou seja, extintas. A categoria se concentrará nas cidades de Maceió e Arapiraca, a partir das 08hs da manhã. Em Maceió a concentração será no prédio sede da empresa. Em Arapiraca em frente ao prédio comercial da CEAL.

O Sindicato dos Urbanitários vem denunciando as terríveis consequências da privatização para a população. Qualquer uma das duas opções será desastrosa para a sociedade e será também um passo decisivo na privatização de todo o restante do setor elétrico brasileiro. Onde houve privatização de serviços essenciais como água e energia, a população sofreu com aumento de tarifas e a piora na qualidade dos serviços.

O principal argumento do governo para vender essas empresas é de que elas dão prejuízo. Ora, se dão realmente prejuízo qual é o empresário que vai querer comprar? Esse argumento é falacioso e apenas tenta esconder os verdadeiros interesses em entregar um setor estratégico para o país, nas mãos de grandes grupos econômicos privados.

Nenhum empresário irá investir seu dinheiro onde não terá retorno financeiro, pois essa é a lógica do capitalismo, apenas o lucro. A gestão de setores como água e energia precisa ficar sob o controle público, pois são estratégicos para o crescimento do país, para sua segurança institucional e, sobretudo fundamental para a garantia de que as populações mais pobres tenham acesso a estes serviços essenciais à vida humana. Caso haja privatização, como ocorreu em outros países, fatalmente haverá aumento das tarifas, levando os mais pobres a não ter condições de garantir esses serviços em suas residências.

O Sindicato espera que a população reaja a esta tentativa nefasta a todos, bem como que nesta assembleia, não se inicie o processo de destruição das empresas públicas brasileiras, promovidas pelo governo ilegítimo de Michel Temer. A expectativa é que os acionistas decidam pela manutenção destas empresas sob o controle do Estado, garantindo assim a manutenção da tarifa social e a universalização deste serviço para toda a população.

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