“Defesa da classe trabalhadora é coisa de antigamente”

18/12/2012
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“Ao longo dos anos, o processo de globalização, sob a hegemonia do capital financeiro, fez com que os estados perdessem, progressivamente, sua capacidade de gerar, controlar e executar uma série de políticas de suporte ao desenvolvimento econômico, de inclusão social com geração de emprego e renda, valorização do trabalho e sustentabilidade ambiental.” (Manifesto em defesa dos direitos da juventude, 2010)
Quando pensamos em classe trabalhadora, parece mesmo que estamos falando de “coisa de antigamente”, de uma época muito distante. Porque falaríamos hoje sobre defesa da classe trabalhadora?
Atualmente, nós estamos na era dos colaboradores/as. Os trabalhoderes/as têm direitos e deveres; defendem melhorias nas condições e relações de trabalho; e, ainda, a manutenção de conquistas.
Numa breve volta no tempo: foram os trabalhadores/as de antigamente que juntos construíram os caminhos para relações de emprego mais justas e equitativas. Não custa lembrar, que essa mesma “classe trabalhadora de antigamente” foi responsável por conquistas históricas, tais como: salário mínino; redução da carga horária de trabalho para 8 horas diárias; repouso semanal e férias remuneradas; indenização do trabalhador demitido sem justa causa e proibição do uso de mão-de-obra de jovens menores de 14 anos.
Atualmente, com essa e tantas outras conquistas, o que cabe a nós defender?
No mundo do trabalho globalizado, todos/as têm suposta informação, mas poucos têm oportunidades; todos/as têm direitos garantidos, mas poucos têm a garantia dos direitos. Mas nós estamos colaborando. Seja como trabalhador/a ou colaborador/a, tão jovem quanto antigamente, é a necessidade de juntos defendermos aquilo que nos permite transformar e sermos transformados: o trabalho. Nossa defesa é sempre jovem, porque não defendemos coisas, defendemos causas. Tais como: saúde, educação, habitação, segurança, rendimento. Diante de todos os índices do nosso estado nesses quesitos acima citados, entendemos que a defesa da classe trabalhadora é coisa de agora. Afinal… “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais.”

* Dafne Orion – Coletivo da Juventude Urbanitária de Alagoas.

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