Juventude que comunica, não se trumbica.

26/03/2013
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A comunicação é uma qualidade própria do individuo, considerada uma arte, a raiz da palavra comunicação esta diretamente relacionada ao ato de tornar algo comum ou compreensível para a maioria. No processo de comunicação as relações são indispensáveis,
uma vez que ela acontece das mais variadas formas, palavras escritas ou faladas, gestos, imagens, ou até mesmo através do silêncio.
Com a diversidade de recursos de mídia, desenvolvidos ao longo dos tempos, a comunicação tornou-se cada vez mais ágil, tanto em tempo quanto em capacidade de alcance. No mundo virtual a comunicação é praticamente instantânea e com um alcance global. Mas aonde queremos chegar relacionando coisas tão óbviamente ligadas, como a juventude e a comunicação? Uma vez que a juventude faz grande uso, principalmente, das formas de
comunicação digital. Porque enquanto juventude trabalhadora, precisamos pensar sobre o que, para que e, por que, nos é comunicado.
É preciso pensar que ao mesmo tempo em que vivemos um momento de expansão dos meios de comunicação, ainda existe o controle dos meios de comunicação, visando manipular as informações com o objetivo de manter a juventude cada vez mais afastada
da participação política e, sobretudo, influenciar a juventude quanto a sua visão de mundo e de vida em sociedade.
A juventude trabalhadora tem questões que são específicas, tais como: conciliação trabalho e estudo, igualdade de oportunidades, etc. Essas questões precisam ser amplamente debatidas e compreensíveis para a maioria, ao ponto, de se tornarem comuns a maioria e, defendidas como cláusulas de propostas de negociações coletivas. Por isso, defendemos a democratização da comunicação, através de um marco regulatório, por exemplo. Para que
a juventude possa ter acesso a informações que possibilitem ações eficazes na luta por direitos e, acima de tudo, ter clareza do papel da comunicação, exercendo influência
como formadora de opinião.
Caso contrário, continuaremos assistindo a juventude BBB, enquanto nossos verdadeiros
grandes irmãos brasileiros: “Me refiro ao brasileiro, que está em formação, e que precisa evoluir através da educação. Mas se torna um refém Iletrado, “Zé-ninguém”. Um escravo da ilusão. (Cordel de Antonio Carlos de Oliveira Barreto).

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