Consumo de energia no Brasil crescer 4,5% ao ano e estimula a produção de energia limpa

Estudo divulgado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Ministério de Minas e Energia, prevê um crescimento do consumo de energia no país de 4,5% ao ano, pelos próximos dez anos. Segundo o estudo, a demanda nacional deve passar dos 472 mil Gigawatts/Hora (Gwh) consumidos em 2011 para 736 mil Gwh em 2021.

Para a EPE, embora a previsão de crescimento da demanda de energia seja inferior à estimativa de crescimento da economia brasileira, de 4,7% ao ano, a demanda por energia preocupa. Entre os setores da economia, o comércio deverá ter o maior aumento na demanda por energia na próxima década: 5,8% ao ano. Já o consumo do setor residencial deverá crescer 4,5% e o do setor industrial, 4,4%. A EPE estima ainda que seja possível economizar 32,2 mil Gb em 2021, por meio da eficiência energética.

O volume de energia a ser produzido pela Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que está sendo construída no Pará, sendo uma das principais obras do governo de Dilma Rusself, é a grande aposta para suprir a demanda.

Nesse sentido, existem vários projetos para construção de hidrelétricas, licitados quando ainda estava em vigor o antigo marco regulatório do setor elétrico brasileiro, que não saíram do papel por embargos ambientais e passaram a ser retomados. Pelos levantamentos da EPE, são basicamente 12 hidrelétricas, algumas leiloadas há mais de uma década, que somam 2.316 megawatts (MW).

O Plano Decenal de Expansão da Energia 2011/2020, da EPE indica que, das 12 usinas de geração de energia paralisadas e leiloadas na vigência do antigo marco regulatório, seis delas estarão em operação até 2020.

Necessidade de estimulo à produção de energia limpa

O Projeto de Lei 2117/11, do deputado Penna (PV-SP), institui o Plano de Desenvolvimento Energético Integrado e o Fundo de Energias Alternativas. Dentre os objetivos da medida consta a integração da União, dos estados e dos municípios, para promover o aumento da produção de biogás, biodiesel e de energia elétrica proveniente de fontes renováveis, com a elevação da eficiência na utilização das diversas formas de energia e à geração de empregos.

Outra aposta é a substituição gradativa dos combustíveis fósseis por fontes renováveis em frotas de transporte coletivo e de veículos oficiais, assim como a inserção dos municípios no planejamento energético. Outra possibilidade é a realização do levantamento dos recursos energéticos e seus potenciais econômicos no âmbito dos estados e dos municípios, no que se refere às fontes hídricas, eólica, da biomassa de origem agrícola, do biodiesel produzido a partir de escuma de esgoto e outros resíduos, o biogás e energia elétrica gerados de aterros sanitários e energia solar.

A utilização de energia é uma das atividades que mais contribui para a geração de gases poluidores, principalmente os relacionados a alterações climáticas e as nações buscam garantir o desenvolvimento sustentável. O crescimento econômico tem permitido a mudança do panorama em relação a diversos projetos de construção de hidrelétricas, que estavam quase parados e os empreendedores cogitando até desistir dos negócios e devolver as licitações.