NOTA DE REPÚDIO

O Sindicato dos Urbanitários de Alagoas vem a público repudiar, de forma veemente, os ataques, de ordem política, que o presidente do Conselho Deliberativo da FACEAL, Leonardo Gominho, vem desferindo contra o Sindicato dos Urbanitários, com anuência da diretoria da Eletrobras, com a intenção de denegrir o Diretor Administrativo Financeiro da Fundação, João Rodrigues, representante dos/as trabalhadores/as, escolhido de forma democrática através do voto direto dos/as participantes e assistidos/as da FACEAL.

O presidente do Conselho Deliberativo da FACEAL Leonardo Gominho há algum tempo vem atacando sordidamente a organização dos trabalhadores/as, através da utilização de artifícios falsos e caluniosos, com o intuito de enfraquecer o Sindicato dos Urbanitários de Alagoas. Medidas que ferem o Acordo Coletivo de Trabalho e os princípios da democracia, revelam uma intenção clara e deliberada de atacar frontalmente a categoria. Seu primeiro ataque surgiu a partir da alteração do Estatuto da entidade, conquista histórica de acordo coletivo, visando acabar com a eleição do diretor administrativo-financeiro, escolhido pelos/as trabalhadores/as de forma livre e democrática, através do voto direto.

Não satisfeito, o senhor Leonardo Gominho continua suas ofensivas quando, sem nenhuma base legal e de forma arbitrária, determina à FACEAL, a suspensão imediata do salário do diretor administrativo-financeiro João Rodrigues, num ataque frontal ao direito essencial do trabalhador, que é o seu salário.

Em mais uma afronta e total desrespeito à democracia, o senhor Leonardo Gominho, de forma arbitrária e precipitada, através do voto de minerva, afasta os diretores administrativo e financeiro João Rodrigues e o diretor de seguridade Marcos Cotrim, eleitos pelo voto direto, numa atitude desproporcional ao fato alegado como gerador do afastamento. A direção do Sindicato alerta para as graves conseqüências que esse ato irresponsável poderá trazer para o futuro da fundação e de seus participantes, que possui um patrimônio de mais de R$ 400 milhões.

O Sindicato estranha o fato dessa medida extrema ter ocorrido logo após o resultado da eleição para escolha do representante dos/as trabalhadores/as no Conselho de Administração da Eletrobras, quando o referido presidente perdeu para o candidato do Sindicato.

A medida está gerando uma insegurança operacional, jurídica, institucional e política aos participantes e assistidos, à própria Eletrobras, bem como às instituições financeiras e de seguridade do país, pois trata-se da maior fundação de previdência privada do Estado de Alagoas. O Sindicato exige um posicionamento coerente por parte da patrocinadora, Eletrobras, responsável maior pela situação criada pelos conselheiros indicados por ela, pois afeta a todos/as os/as participantes da FACEAL, ativos/as e aposentados/as.

O Sindicato considera o momento extremamente grave e espera que a diretoria da Eletrobras reverta essa situação, retirando a FACEAL das mãos desse dirigente irresponsável.

A categoria está mobilizada para resgatar a fundação do caos em que o senhor Leonardo Gominho e seu grupo a está colocando. Informa ainda que já comunicou o fato aos órgãos superiores como a Associação Nacional de Participantes de Fundos de Pensão – ANAPAR, a Secretaria de Previdência Complementar – SPC, a Federação Nacional dos Urbanitários – FNU e demais instituições ligadas ao setor.

Está tomando ainda todas as medidas jurídicas e políticas possíveis, visando combater essa instabilidade gerada em nossa fundação, para que seja retomado o ciclo normal de crescimento e estabilidade que a mesma vem tendo ao longo dos anos.

ATAQUES DA ELETROBRAS ATRAVÉS DO SENHOR

LEONARDO GOMINHO, CONTRA O SINDICATO

CONHEÇA OS FATOS

 

1 – Em setembro de 2011, o Presidente do Conselho Deliberativo Leonardo Gominho, juntamente aos demais conselheiros indicados pela empresa, modificam o Estatuto da FACEAL, visando acabar com a eleição do diretor administrativo-financeiro e do diretor de seguridade, escolhidos pela categoria de forma livre e democrática, através do voto direto;

2 – Solicita a ficha financeira do diretor administrativo-financeiro João Rodrigues;

3 – Encomenda então, um relatório a funcionários da FACEAL, sobre os dados da ficha financeira do Diretor João Rodrigues e direciona como deveriam ser feitos os cálculos;

4 – Passa a chamar esse relatório, de teor não conclusivo, de ‘‘Auditoria’’, com base nos dados encaminhados pelo próprio Leonardo Gominho;

5 – Distribuiu CE/CD 12948, contendo teor do relatório que ele chama de “Auditoria”, em uma assembleia da categoria realizada no dia 24/01/2012, colocando em dúvida a honestidade do diretor Administrativo-financeiro da FACEAL, que é incontestável, eleito pelos/as trabalhadores/as com o apoio do Sindicato;

6 – Na mesma assembleia, o diretor administrativo-financeiro presente, se posiciona publicamente, afirmando que, caso haja qualquer erro nos cálculos do seu salário, que não é feito por ele, devolverá o que não lhe é de direito;

7 – Os Conselheiros eleitos propuseram em reunião do Conselho, a solicitação de parecer jurídico oficial da FACEAL, para atestar possíveis erros nos cálculos no salário do Diretor Administrativo-financeiro da FACEAL, antes de tomar qualquer decisão precipitada, pois havia dúvida entre os conselheiros, sobre o que pode ser considerado remuneração;

8 – Sem aguardar o parecer jurídico, sob a prerrogativa de presidente do Conselho, o senhor Leonardo Gominho, de forma isolada, determina à FACEAL, suspensão imediata do salário do diretor administrativo-financeiro João Rodrigues;

9 – Após essa determinação, o presidente em exercício Marcos Cotrim reúne a diretoria executiva da FACEAL, que delibera pela manutenção do salário do diretor, até que o parecer jurídico solicitado seja apresentado, tirando as dúvidas em relação aos cálculos, entendendo que por se tratar de verba de natureza salarial e de caráter essencial na vida de qualquer trabalhador/a, não deveria ser retirada sem nenhuma base legal oficial;

10 – Na mesma reunião ficou deliberado que os cálculos do salário do diretor administrativo-financeiro seriam revisados a partir do entendimento do senhor Leonardo Gominho (considerando todas as vantagens), até conclusão do parecer jurídico;

11 – O presidente do Conselho da FACEAL Leonardo Gominho, alegando descumprimento do regimento interno da fundação e, se valendo do voto de minerva, destitui os diretores eleitos administrativo-financeiro e de seguridade em reunião do Conselho.