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Sindicato vai pedir cancelamento de audiência pública sobre a privatização da CEAL

06/03/2018
Publicado em Notícias | Comentar

Os Urbanitários de Alagoas viveram, no dia 06 de março, mais um episódio que demonstrou a força e a garra da categoria, quando enfrentaram uma verdadeira guerra, na audiência pública que discutiu a privatização da CEAL. Os/a trabalhadores/a enfrentaram um aparato nunca visto para um evento deste tipo, com a presença da PM, RP, Cavalaria, SMTT, segurança privada e o BOPE, num total de mais de 300 agentes. Após a audiência, a categoria seguiu em caminhada até o Palácio República dos Palmares, no Centro da cidade.

O Sindicato denunciou o forte aparato policial, que impediu a livre manifestação dos presentes. A Polícia Militar agrediu os/a trabalhadores/a que desejavam se manifestar na audiência, com violência, usando cacetetes, escudos e a força bruta contra os participantes.

Os/a trabalhadores/a agredidos pela polícia fizeram um Boletim de Ocorrência – BO, na Central de Flagrantes. Eles foram violentamente impedidos de se manifestarem sendo golpeados através do uso da força, com pancadas nas costas, braços e cabeça. A polícia já chegou ao local com ordem de usar a violência para conter os participantes, com o intuito de coibir qualquer tipo de manifestação. A ordem era reprimir mesmo.

O local do evento foi outro fator que impossibilitou a participação, pois além de ser pequeno, a polícia interditou grande parte das cadeiras, deixando centenas de pessoas de fora, sem acesso ao debate.

O Sindicato denunciou e pediu um posicionamento do governador Renan Filho, que se calou sobre o tratamento dado aos trabalhadores/a pelo aparato do Estado, sendo conivente com a violência, truculência, autoritarismo e falta de respeito para com o cidadão alagoano.

O governador autorizou que se fechassem batalhões, liberando mais efetivo para a audiência, que ruas fossem isoladas, impedindo inclusive o acesso de moradores. Chegou ao ponto de uma grande faculdade ter que cancelar as aulas.

O Sindicato irá recorrer na justiça, pedindo o cancelamento desta audiência, que violou todos os princípios democráticos, realizada na base da força e no autoritarismo poucas vezes visto em nosso Estado. A luta continua!


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