CEAL é privatizada por R$ 50 mil em dia de luto para Alagoas

Os/as trabalhadores/as da CEAL realizaram um ato ecumênico no dia 28/12, quando a empresa foi privatizada pelo governo Temer. O ato ocorreu na sede da empresa e contou com a participação de trabalhadores/as de todo o Estado. Estiveram presentes representantes de sindicatos filiados a CUT/AL. A categoria protestou contra a privatização da empresa, que só traz aumento de tarifa, apagões e demissões.

O Sindicato dos Urbanitários de Alagoas lamenta que o governo ilegítimo de Michel Temer tenha privatizado a maior empresa pública que presta serviço no Estado de Alagoas. A CEAL foi entregue para a empresa Equatorial Energia por apenas R$ 50 mil. A empresa compradora não apresentou deságio, ou seja, não vai oferecer redução da tarifa. A CEAL era considerada a mais atrativa das Distribuidoras e, mesmo assim, foi entregue sem qualquer concorrência, o que põe por terra os argumentos apresentados pelo governo de que haverá redução de tarifa para o consumidor final.

O Sindicato vem travando uma luta de mais de 20 anos contra a privatização da CEAL. Sempre defendendo uma empresa pública com qualidade de serviço. Sendo um setor estratégico, entende que é preciso que o poder público garanta esse serviço para todos/as, sejam pobres ou ricos, sejam urbanos ou rurais. Empresa privada só visa lucro e só investe onde há retorno financeiro, a questão social não é levada em consideração.

A luta por um serviço que garanta energia para todos/as continua. O Sindicato manterá seu compromisso, através dos/as trabalhadores/as da CEAL, de minimizar os malefícios que certamente virão para os/a trabalhadores/a, como demissões e também para a população, como queda na qualidade dos serviços, apagões e aumento de tarifas.

PEC NA ASSEMBLEIA

No primeiro dia (27/12) da paralisação de 48hs, a categoria realizou um ato em frente a Assembleia Legislativa, no centro da capital, para reivindicar dos Deputados Estaduais a aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional – PEC, visando minimizar as graves consequências da privatização. O ato também visou abrir diálogo com a população, através da distribuição de panfletos sobre as graves consequências para a população, da entrega da maior empresa do Estado ao capital privado.

A PEC proposta está sendo apresentada pelo Deputado Ronaldo Medeiros e visa aproveitar nos quadros Estaduais, trabalhadores/a com experiência em áreas importantes para o funcionamento do estado, treinados e aprovados em concurso público. A PEC precisa de dezoito votos para ser aprovada em plenário. Caso aprovada, vai servir para qualquer empresa nessa situação e não só para o caso da CEAL. PEC semelhante foi proposta em Rondônia e no Amapá.

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