Trabalhadores da Equatorial aprovam negociação sobre ação da terceirização

O Sindicato realizou assembleia deliberativa no dia 18 de setembro, com os trabalhadores/a da EQUATORIAL, por determinação da justiça do trabalho, que solicitou da categoria a rediscussão do acordo referente ao processo de terceirização, que se iniciou na antiga CEAL e hoje é de responsabilidade da Equatorial. Após explicação por parte da diretoria do Sindicato e discussão com os/a filiados/a, foi aprovada a possibilidade de se discutir o tema, tendo a justiça do trabalho como mediadora, visando se buscar uma solução negociada para a questão.

Nas duas audiências sobre essa ação nos dias 13 de agosto e 11 de setembro, o Sindicato questionou o não cumprimento da decisão judicial que previa o fim da terceirização nas áreas definidas através do acordo firmado no MPT, cobrando ainda a contratação de algumas dezenas de pessoas que restam ser chamadas de acordo com o TAC firmado.

No entanto, o juiz do caso, Dr. Alan Esteves, afirmou na audiência sobre o tema no dia 11 de setembro, que: ‘‘diante do quadro da Jurisprudência, as correntes jurídicas já mudaram, precisamos nos adaptar as novas situações da realidade e o Juízo não podem fechar os olhos a esses fatos de que existe também fragilidades jurídicas em defender uma realidade do passado. Precisamos que os filiados tenham essa clara noção e pés nessas realidades que o Brasil vive”.

Nas palavras do juiz do caso, ele afirmou que “deseja que o sindicato faça uma assembléia para consulta da proposta formulada pelo juízo acima, inclusive flexibilizar o acordo do processo. Por outro lado também deseja que os advogados da reclamada consultem a diretoria para suspender os desligamentos ao menos pelo prazo de 15 a 30 dias enquanto se resolve essa questão em assembléia”. Uma nova audiência foi designada para o dia 27/09/2019 às 09:30 horas.

Diante da situação e, com a autorização pela assembleia para se abrir um processo de negociação, o Sindicato espera que a empresa flexibilize sua posição de manter a terceirização a qualquer custo, como solicitou o juiz do caso, encontrando, através do diálogo e da negociação, um caminho que possa atender aos interesses de ambas as partes.

 

 

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