Após protesto contra leilão da água governador em exercício recebe trabalhadores/as

O Sindicato dos Urbanitários participou de protesto juntamente com os/as trabalhadores/as dos SAAE’s de Marechal Deodoro e da Barra de São Miguel, no dia 01 de outubro, quando foram fechados os dois sentidos da AL-101 Sul, na Massagueira. O ato foi contra o leilão da CASAL realizado no dia 30/09, que entregou os serviços de água e saneamento para a iniciativa privada, o que na prática acaba com os SAAE’s dessas duas cidades. Os moradores da região também participaram da manifestação porque temem que com o leilão, a tarifa de água aumente.

Após intervenção da polícia, o protesto foi encerrado, com a garantia da realização de uma reunião, no Palácio República dos Palmares, com o governador em exercício Tutmés Airan.

Na reunião, os/as trabalhadores/as mostraram ao governador que o leilão trará muitos prejuízos para a população dessas cidades, em especial para quem mora na zona rural e vilarejos, pois acaba com o atual serviço prestado pelo SAAE, que é municipal, e garante água com baixo custo e de qualidade.

O governador foi alertado ainda das incertezas de todos em relação ao futuro desses/as trabalhadores/as, que temem ser demitidos, já que uma nova empresa vai administrar o sistema dessas cidades. Já os moradores acreditam que tarifa de água vai aumentar porque a nova empresa vai igualar os valores das tarifas de toda região.

A presidente do Sindicato dos Urbanitários Dafne Orion, que participou da reunião, disse que todos reconhecem a história de Tutmés, de seu compromisso com as causas sociais e luta em favor da justiça e, que tem certeza que ele irá manter seu compromisso histórico na defesa da classe trabalhadora, não permitindo que hajam demissões ou qualquer dano à sociedade alagoana com essa privatização.

O governador em exercício Tutmés Airan, que é presidente do Tribunal de Justiça e autorizou o leilão, afirmou que irá falar com governador Renan Filho, visando mostrar para ele que é contra qualquer demissão de trabalhador/a e, que assinou a autorização para o leilão porque entendia que não haveria demissões. Afirmou ainda que irá buscar junto ao governador a garantia de que ninguém será demitido.

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