20 de maio de 2022

Bolsonaro vai entregar a Eletrobras e deixar o povo pagar a conta

O Sindicato dos Urbanitários, juntamente com o Coletivo Nacional dos Eletricitários e demais entidades do setor, com o apoio de várias entidades da sociedade civil e de partidos políticos de esquerda, protestaram, em Brasília, no dia 18 de maio, contra a privatização da Eletrobrás. Representando o povo brasileiro, os sindicalistas e demais manifestantes lutaram contra o retrocesso de nossa economia e nossa soberania e, mesmo após uma primeira derrota, prometeram lutar até o último minuto contra essa injustiça com o povo brasileiro.

Infelizmente, por 7 votos a 1, sendo o único voto contra do então ministro Vital do Rêgo, o plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou a solicitação do governo para a privatização da Eletrobrás.

A Eletrobras, empresa histórica para o desenvolvimento nacional, regional, local e fronteiriço, com os melhores indicadores de robustez do setor elétrico, usinas amortizadas, capilaridade em todo território nacional, tarifas mais baixas para as famílias rurais e urbanas brasileiras, espinha dorsal da infraestrutura elétrica nacional, corpo técnico qualificado, teve sua proposta de venda a ‘preço de banana’ aprovada pela maioria dos ministros do Tribunal de Contas da União (TCU).

No twitter, a presidente do Sindicato dos Urbanitários de Alagoas, Dafne Orion, protestou: “Que vergonha e que tristeza ver um país ser destruído por um governo que não se sustenta mais. Esse governo não tem moral para vender uma empresa do tamanho e importância da Eletrobrás.”

A presidente afirmou ainda que no Nordeste, excepcionalmente, a privatização oferece imenso perigo para a população da região mais vulnerável do país, devido ao pertencimento da Companhia Hidrelétrica do São Francisco – CHESF e o próprio rio São Francisco à Eletrobrás, onde ficarão à mercê do capital privado que não possui o compromisso social com a população local.

O ex-presidente Lula se pronunciou sobre o caso em seu twitter: “Sem uma Eletrobrás pública, o Brasil perde boa parte da sua soberania e segurança energética. As contas de luz devem ficar ainda mais caras. Só que quem não sabe governar tenta vender empresas estratégicas, ainda mais correndo para vender em liquidação.”

AÇÕES NA JUSTIÇA
Como reação contra o desmonte do patrimônio público, parlamentares e sindicatos entraram com ações contra a privatização. Dessas ações judiciais, quatro foram ajuizadas no Nordeste, em Alagoas, Bahia e Paraíba, efetuadas por parlamentares do Partido dos Trabalhadores e dirigentes sindicais.

As ações movidas contam com questionamentos sobre os impactos que a privatização poderá gerar na economia das pessoas, sobretudo aquelas em situação mais vulnerável, a transparência de informações sobre o processo e outros dados, além da questão dos contratos de concessão.

A luta continua e agora é preciso que a população possa se conscientizar da necessidade de eleger governos voltados para os interesses do povo e, não, do capital privado.

20 de maio de 2022

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