15 de maio de 2026

DENÚNCIA: Verde Alagoas usa força policial contra greve legítima

A Verde Alagoas utilizou a força policial para tentar intimidar e enfraquecer a greve dos seus trabalhadores. Viaturas foram posicionadas em frente às unidades em greve logo nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira dia 15 de maio, em uma tentativa de constranger a ação coordenada pelo Sindicato dos Urbanitários.

A presença da polícia não dispersou os trabalhadores, mas confirmou a escalada da empresa contra o direito constitucional de greve.

O movimento cobra condições dignas de trabalho, respeito aos profissionais e melhorias no atendimento prestado à população.

“Reivindicar direitos não é crime. Criminalizar a luta dos trabalhadores é um grave ataque à democracia e à liberdade sindical”, afirmou Dafne Orion, presidenta dos Urbanitários.

A paralisação foi deflagrada à zero hora de quarta-feira, 14 de maio, após assembleia unânime realizada no dia 08/05. Trabalhadores da concessionária cruzaram os braços por tempo indeterminado no Litoral Norte e na Zona da Mata.

Em União dos Palmares, a sede amanheceu com faixas vermelhas de “ESTAMOS EM GREVE” cobrindo as portas de vidro, correntes nos portões e equipes em vigília. A imagem se repetiu em outras bases e foi registrada nas redes do sindicato e da imprensa local.

Segundo a presidente do Sindicato dos Urbanitários, Dafne Orion, a Verde Alagoas vem se recusando a avançar nas discussões do ACT 2025, ignorando as propostas apresentadas e rejeitando inclusive tentativas de mediação conduzidas pela Justiça do Trabalho.

“A empresa tem demonstrado total falta de compromisso com o diálogo e com os direitos dos trabalhadores, ao optar por não negociar de forma responsável mesmo diante de uma proposta de mediação judicial”, afirma.

Os trabalhadores denunciam ainda perdas salariais acumuladas e a ausência de avanços nas cláusulas sociais, situação que tem provocado forte indignação na categoria. O sindicato ressalta que a deflagração da greve é resultado direto da intransigência da empresa e da falta de respostas concretas.

Enquanto a empresa aposta no silêncio e agora na intimidação, bairros inteiros sentem os efeitos da paralisação. O sindicato garante a manutenção dos serviços essenciais previstos em lei, mas alerta que sem proposta digna não há retorno à normalidade.

A categoria cobra valorização profissional como condição para garantir um atendimento melhor ao povo alagoano. “Sem respeito a quem opera o sistema todos os dias, não há saneamento de qualidade”, diz Dafne.

“Seguiremos denunciando qualquer tentativa de repressão e violência contra quem luta por valorização, dignidade e por um serviço de qualidade para o povo alagoano”, conclui Dafne Orion, presidenta dos Urbanitários.

15 de maio de 2026

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