9 de julho de 2026

Paralisação dos trabalhadores da CASAL alerta população contra riscos com o desmonte da empresa

Os trabalhadores da CASAL realizaram uma paralisação de advertência para chamar a atenção do processo de sucateamento e desmonte institucional da empresa, visando sua privatização. A mobilização ocorreu nos dias 07 e 08 de julho, em frente ao prédio-sede da companhia, localizado no Centro de Maceió.
A categoria seguirá em estado de greve, contra a privatização, com paralisações todas as quartas-feiras no prédio sede da empresa, na rua Barão de Atalaia.
“A luta desses trabalhadores e trabalhadoras não é só por um reajuste salarial justo, mas é principalmente por uma CASAL pública, cada vez mais forte, que consiga atender a toda a população”, afirma Dafne Orion, presidenta dos Urbanitários.
O Sindicato defende que é inaceitável que um bem como a água, que é essencial para toda a vida, seja submetida à lógica do lucro, com a privatização. Se permanecer essa lógica, só vai ter acesso a água quem pode pagar.
“A categoria está lutando, unida e organizada, para que toda a sociedade possa ter acesso à água em qualidade. Nós vamos seguir cada vez mais juntos, cada vez mais organizados e unidos, para defender a água para toda a população alagoana”, afirma Dafne Orion.
Além da luta contra a privatização, os trabalhadores da CASAL querem um tratamento justo em relação ao Acordo Coletivo de Trabalho – ACT. “O presidente da CASAL já teve reajuste, toda a diretoria da empresa também teve reajuste e, os trabalhadores querem apenas o mesmo tratamento que eles tiveram, apenas isso”, afirmou a presidenta.

O Sindicato também alerta para a destruição do patrimônio público, com a venda do prédio sede da CASAL, no cento da capital. “Estão vendendo o patrimônio do povo alagoano e quem está ganhando com isso? O povo alagoano é que não é. O clima entre os cerca de 700 trabalhadores da empresa é de tensão. Os trabalhadores vivem com uma incerteza muito grande de não saber sequer se vão acordar e onde vão estar trabalhando”.

Dafne finaliza questionando se o governo do estado, que é o acionista majoritário da CASAL, está sabendo o que a direção da CASAL está fazendo com a empresa. “Eu quero acreditar que o governo não está sabendo que a direção da CASAL está atuando para o desmonte da empresa, agindo com total desrespeito à população e aos trabalhadores” finaliza a presidenta.

9 de julho de 2026

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